Manutenção do sistema de suspensão a ar: quando trocar as bolsas?

O sistema de suspensão a ar é um dos componentes mais importantes para a preservação da carga e o conforto do motorista, especialmente em veículos de alta performance como os da linha Volvo. 

Diferente da suspensão metálica, o sistema pneumático utiliza bolsas de borracha reforçada que absorvem as irregularidades do solo de forma ativa. 

No entanto, por ser um sistema que depende da integridade de polímeros e pressão constante, a manutenção preventiva é a única forma de evitar quebras que deixam o caminhão parado no acostamento.

Portanto, identificar o momento exato de trocar as bolsas de ar exige atenção a sinais físicos e ao comportamento do veículo durante a rodagem.

Sinais claros de desgaste nas bolsas de ar

Para começar, vale lembrar que as bolsas de suspensão não falham sem aviso. Antes de estourarem, elas apresentam indicadores de fadiga que podem ser detectados em uma inspeção visual simples:

  • Ranhuras e fissuras: com o tempo e a exposição a variações de temperatura, a borracha começa a ressecar. Se você notar pequenas rachaduras superficiais na “dobra” da bolsa, a estrutura interna já está comprometida;
  • Desgaste por atrito: se o caminhão rodar desalinhado ou se houver acúmulo de sujeira entre a bolsa e o pistão, a borracha pode sofrer abrasão. Áreas “gastas” ou brilhantes na lateral da bolsa indicam que ela está raspando em algum componente;
  • Deformação: se a bolsa apresentar um formato irregular quando inflada, as camadas de lona internas se romperam.

Portanto, fique atento aos sinais, já que a falha em uma das bolsas sobrecarrega todo o sistema, incluindo os amortecedores e as outras bolsas do eixo, acelerando o desgaste de componentes caros que poderiam durar muito mais.

O impacto da suspensão no consumo e na segurança

Uma suspensão a ar com vazamentos, mesmo que pequenos, obriga o compressor a trabalhar de forma intermitente para manter o nível do veículo. 

Isso gera um consumo desnecessário de combustível e acelera o desgaste do secador de ar e do próprio compressor.

Veículos com sistemas de suspensão comprometidos aumentam a distância de frenagem e o risco de tombamento em curvas, já que o sistema pneumático não consegue compensar a inclinação da carga de maneira uniforme.

Circularidade: por que optar por componentes de alta procedência?

Na hora da troca, muitos frotistas caem no erro de buscar bolsas de ar “paralelas” de baixo custo. 

O risco aqui é o uso de compostos de borracha que não suportam a pressão nominal do sistema Volvo, resultando em explosões precoces sob carga máxima.

Assim, utilizar peças que seguem o padrão genuíno é uma estratégia de economia circular. Ao escolher componentes renovados ou que respeitam rigorosamente as especificações da montadora, se garante que o sistema de válvulas e sensores de nível trabalhe em harmonia. 

Uma bolsa de qualidade superior protege os eixos e o chassi de impactos secos, estendendo a vida útil de todo o caminhão e reduzindo a necessidade de substituições frequentes de outras peças metálicas.

Dicas para prolongar a vida útil das bolsas

Confira abaixo quais são as principais ações para executar e aumentar o tempo de uso das bolsas de ar do seu veículo:

  1. Limpeza periódica: durante a lavagem do chassi, certifique-se de remover o acúmulo de areia e detritos da base das bolsas. Isso evita o desgaste por brasão;
  2. Drenagem do sistema de ar: água no sistema pneumático oxida as bases das bolsas e danifica as válvulas niveladoras. Mantenha os filtros secadores sempre em dia;
  3. Atenção à altura de rodagem: rodar com o caminhão muito alto ou muito baixo fora das especificações de fábrica estica, ou dobra a borracha de forma excessiva, causando fadiga prematura.

A troca das bolsas de suspensão deve ocorrer assim que as primeiras fissuras profundas forem detectadas ou quando houver perda de pressão perceptível após o veículo ficar estacionado. 

Antecipar-se ao estouro da bolsa é a maneira mais barata de fazer manutenção: você evita o serviço de guincho, o atraso na entrega e danos colaterais ao sistema pneumático.